[2.37] 🏭 ♻️ 100 mil milhões para revitalizar indústria europeia — eis o plano anunciado pela Comissão
Um Banco de Descarbonização é o mecanismo para incentivar as empresas; resta explicar como conciliar a desregulamentação com as metas climáticas e sociais.
Nesta edição dissecamos os pontos essenciais do ambicioso (sem eufemismos? Impossível) plano apresentado pela Comissão Europeia para, no mesmo movimento, revitalizar a atividade industrial no espaço da União Europeia e descarbonizar a economia e manter os compromissos climáticos.
100 mil milhões para revitalizar indústria europeia — eis o plano anunciado pela Comissão
As áreas prioritárias do Clean Industrial Deal
Três questões cruciais em aberto
Pontos de vista: da Comissão aos industriais passando pelos ambientalistas
Conversações de paz na Ucrânia explicadas: o que está a acontecer e o que pode estar em cima da mesa?
A Europa só é fraca enquanto pensar que é fraca
Irão acelera produção de urânio próximo do nível militar, revela relatório da ONU
Portugal registou 75 mil emigrantes em 2023, mas recebeu 329 mil estrangeiros
Lei dos Solos gera polémica no Parlamento com acusações de conflitos de interesse
ATUALIDADE
🏭 ♻️ 100 mil milhões para revitalizar indústria europeia — eis o plano anunciado pela Comissão
A notícia - A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, anunciou um ambicioso plano de revitalização industrial que prevê a criação de um Banco de Descarbonização com um fundo de 100 mil milhões de euros. O plano, apresentado em Antuérpia, visa fortalecer a competitividade da indústria europeia face aos concorrentes globais, focando-se na descarbonização e produção ecológica. O pacote inclui cerca de 40 iniciativas diferentes, combinando medidas legislativas, incentivos financeiros e recomendações para implementação nacional.
Von der Leyen enfatizou que os objetivos climáticos e sociais da UE permanecerão inalterados, apesar da desregulamentação proposta. O comissário Wopke Hoekstra descreveu o plano como um "divisor de águas" para a economia europeia, destacando que o investimento inicial de 100 mil milhões poderá atingir os 400 mil milhões com a participação do setor privado.
Financiamento e estrutura - O novo Banco de Descarbonização será financiado através do reforço do orçamento do Fundo de Inovação, da revisão das capacidades de garantias do InvestEU e de receitas adicionais do sistema de comércio de licenças de emissões (ETS).
Objetivos ambientais - O plano estabelece a meta de atingir 24% de circulação de materiais críticos até 2030 e visa alcançar a neutralidade climática até 2050, embora grupos ambientalistas como o European Environmental Bureau (EEB) expressem preocupações sobre possíveis retrocessos nos compromissos do Pacto Ecológico Europeu.
Medidas de apoio à indústria - O pacote inclui um novo quadro de ajudas estatais para aprovação simplificada de projetos de energias renováveis, revisão das regras de contratação pública favorecendo produtos europeus, e um regulamento Acelerador da Descarbonização Industrial com metodologias harmonizadas de contabilização do carbono.
Contexto geopolítico - O vice-presidente da Comissão, Valdis Dombrovskis, destacou a importância do plano num contexto de incerteza nas relações com os Estados Unidos, enfatizando a necessidade de maior autonomia industrial europeia.
Objetivos
O Clean Industrial Deal mobilizará mais de 100 mil milhões de euros para apoiar a produção limpa na UE.
Até 2030, prevê-se que o setor manufatureiro europeu atinja os 100 mil milhões de euros.
Esta evolução criará 500 mil novos empregos.
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O Clean Industrial Deal
Reafirmação dos objetivos climáticos da União Europeia: a Comissão Europeia mantém o compromisso de reduzir as emissões em 90% até 2040 e lança o Clean Industrial Deal, considerado essencial para avançar na descarbonização e reforçar a segurança energética da Europa.
Descarbonização como solução estrutural: o texto destaca que a descarbonização é a única forma sustentável de baixar custos energéticos e garantir segurança num contexto internacional volátil.
Seis áreas prioritárias: o Clean Industrial Deal centra-se em energia barata, mercados-piloto, financiamento, acesso e reciclagem de materiais críticos, mercados globais e parcerias, e desenvolvimento de competências.
Pilares principais: eletrificação, mercados e investimentos
A eletrificação acelerada é crucial para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, requerendo uma verdadeira União da Energia e medidas de simplificação de licenças para projetos de energia limpa.
A contratação pública é vista como motor de inovação limpa, mas deve ser cuidadosamente calibrada para não penalizar os custos nem suscitar riscos de corrupção.
O desbloqueio de investimentos públicos e privados em tecnologias limpas e processos de descarbonização é fundamental, prevendo-se novas iniciativas e fundos específicos (ex.: uso de receitas do comércio de emissões e reforço do Fundo de Inovação, novas garantias via InvestEU e uma iniciativa do Banco Europeu de Investimento).
Três questões cruciais em aberto
Quadro de ajudas estatais: simplificação e aceleração dos apoios, mais orientados para a descarbonização, a fim de concorrer com iniciativas como o Inflation Reduction Act nos Estados Unidos.
Escala global: necessidade de parcerias comerciais e de investimento para cadeias de valor limpas, mas faltam detalhes sobre a forma de operacionalizar estas parcerias e reduzir a dependência externa em sectores de alta intensidade energética.
Governança: há críticas, já antigas, à falta de mecanismos de coordenação europeia (e entre a União e os Estados-membros) na estratégia, sobretudo para gerir projetos paneuropeus de energia e industrialização limpa, garantindo uma aplicação eficaz e atempada das medidas.
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Pontos de vista
Teresa Ribera (vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Transição Limpa, Justa e Competitiva) — Afirma que o plano proposto é um conjunto de medidas de médio e longo prazo para alcançar a neutralidade climática até 2050. Sublinha que o documento garante previsibilidade, estabilidade e confiança para empresas e investidores, fomentando capital, expandindo o mercado de tecnologias limpas, tornando a energia mais acessível e assegurando competitividade.
Anna Cavazzini (eurodeputada alemã dos Verdes e presidente da comissão do Mercado Interno do Parlamento Europeu) — Considera que a diretiva de devida diligência se está a tornar "uma casca vazia", sem capacidade para prevenir crimes ambientais e violações de direitos humanos.
Christian Ehler (porta-voz para Energia e Indústria do grupo PPE no Parlamento Europeu) — Defende que se deve simplificar ainda mais a legislação ambiental quando necessário, questionando se algumas normas do mandato anterior permanecem adequadas.
Lorelei Limousin (ativista do clima, Greenpeace UE) — Critica a proposta por não dar ênfase a outras medidas, como a redução do desperdício energético, que poderiam diminuir rapidamente a dependência de combustíveis fósseis. Acredita que o investimento em infraestruturas de gás no estrangeiro prolongará a dependência da Europa desse recurso.
Markus Beyrer (diretor-geral da BusinessEurope) — Manifesta satisfação por a Comissão Europeia ter ouvido as preocupações da indústria, mas solicita uma ação mais rápida. Considera improvável que as medidas, tal como estão, reduzam os custos de energia no curto prazo.
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Aprofundar
Clean Industrial Deal: 5 puntos sobre el nuevo plan de la Comisión para reactivar la competitividad mediante la industria verde, Le Grand Continent
Texto do discurso de Ursula von der Leyen em Antuérpia, sobre o Clean Industrial Deal
Clean Industrial Deal, o documento oficial (em PDF)
O dilema impossível da Europa: quais as indústrias que devem sobreviver à transição verde? Artigo no Politico.
Outras fontes: Público, CNNP, Associated Press, The Guardian
Relacionada
⚡ A Comissão Europeia planeia aumentar o consumo elétrico na UE de 22% para 32% até 2030. Para alcançar este objetivo, recomenda aos Estados-membros a redução do IVA sobre a eletricidade e a remoção de taxas não relacionadas com o consumo energético das faturas. • publico.pt
Conversações de paz na Ucrânia explicadas: o que está a acontecer e o que pode estar em cima da mesa?
Três anos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, estão em curso discussões sobre possíveis negociações para pôr fim à guerra. O explainer da Full Fact analisa algumas das principais alegações e pontos de debate. Aqui fica um sumário.
Negociações de paz: Três anos após o início da invasão russa em grande escala da Ucrânia, as discussões sobre possíveis negociações para terminar a guerra ganharam destaque, com líderes da Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Europa a expressarem as suas ambições e linhas vermelhas para um futuro acordo de paz.
Diálogo EUA-Rússia: Em 12 de fevereiro, Donald Trump e Vladimir Putin realizaram uma conversa telefónica de 90 minutos onde concordaram em iniciar negociações entre as suas equipas. Após essa conversa, ficou acordado que funcionários dos EUA e da Rússia se encontrariam em Riade, na Arábia Saudita, a 18 de fevereiro.
Críticas à ausência da Ucrânia: O presidente Zelensky criticou a decisão de realizar conversações sobre a Ucrânia sem a presença de representantes ucranianos, afirmando que tais conversações não trarão resultados.
Questões territoriais: Um dos pontos centrais das negociações é a questão das fronteiras da Ucrânia. A Ucrânia exige a devolução de todos os territórios ocupados pela Rússia, incluindo as regiões de Zaporíjia, Kherson, Donetsk e Luhansk, bem como a península da Crimeia. A Rússia, por sua vez, exige que a Ucrânia se retire totalmente destas quatro regiões.
Adesão à NATO: A adesão da Ucrânia à NATO tem sido controversa, com a Rússia a opor-se fortemente. Os EUA não consideram a adesão da Ucrânia à NATO como um resultado realista de um acordo negociado. Zelensky mostrou-se disposto a abdicar da presidência em troca da adesão da Ucrânia à NATO.
Garantias de segurança e forças de paz: A Ucrânia procura garantias de segurança para evitar futuras incursões russas, o que poderá envolver a presença de forças internacionais de manutenção da paz no país. Keir Starmer declarou que o Reino Unido está preparado para destacar forças para garantir a segurança como parte de um possível acordo de paz.
Apoio dos EUA: Zelensky enfatizou que as garantias de segurança sem o apoio dos EUA "não são garantias de segurança reais". Os EUA excluíram o envio das suas próprias forças para a Ucrânia como parte de um acordo de paz.
Fonte: Full Fact
A Europa só é fraca enquanto pensar que é fraca
Num artigo divulgado pelo Project Syndicate, Sławomir Sierakowski destaca uma preocupação central no espaço europeu atual: o reposicionamento político e estratégico da Europa perante a administração norte-americana liderada por Donald Trump. O autor descreve um contexto de sucessivas cimeiras europeias – em Paris e Munique – destinadas a debater a resposta ao que considera serem sinais de desprezo e hostilidade dos Estados Unidos em relação aos seus aliados europeus.
Num tom de alerta, Sierakowski observa que a União Europeia tem agora a responsabilidade de assumir a sua própria defesa e segurança, já que a administração Trump não só demonstra pouco interesse em coordenar posições com as capitais europeias, como também insiste em apoiar forças políticas nacionalistas e de extrema-direita no seio da Europa. Esta atitude norte-americana gera desconforto e obriga a reações mais rápidas e firmes por parte dos líderes europeus.
Uma possível estratégia de Trump – a de um “golpe à Nixon” para isolar a China aproximando-se da Rússia – é avaliada com ceticismo. A Europa seria peça-chave, mas, segundo Sierakowski, é pouco provável que os países europeus se alinhem com um plano que implique sacrificar parcelas da Ucrânia. Pelo contrário, o autor sublinha que o conflito com a Rússia está longe de estar decidido e que a Europa, se agir com coesão e determinação, poderá fornecer o suporte necessário a Kiev.
Neste cenário, o autor ressalta que a administração Trump ainda não realizou ações concretas para além da retórica e de uma aparente “limpeza” interna de quadros na administração pública norte-americana, o que teria como consequência enfraquecer as capacidades de resposta do próprio Estado. Para Sierakowski, isto oferece uma oportunidade à Europa para se reforçar, desde que consiga ultrapassar as tradicionais divisões no seio da União Europeia. Em vez de procurar forçar uma difícil unidade entre todos os países-membros, a prioridade deveria ser a criação de uma coligação de países dispostos a cooperar de forma mais estreita – incluindo Canadá, Reino Unido ou Coreia do Sul, também alvo de desencanto por parte de Washington.
O texto aponta como exemplo de liderança os casos de Emmanuel Macron, em França, e de Keir Starmer, no Reino Unido, que não descartam enviar tropas para a Ucrânia ou arredores. Há, porém, uma ênfase na diferente perceção do risco entre as partes da Europa: enquanto países como a Polónia destinam cerca de 5% do PIB à defesa, outros, como os Países Baixos, investem valores percentualmente inferiores, e a atitude de alguns governos do Leste Europeu é condicionada por dinâmicas políticas locais menos alinhadas com a visão de Bruxelas.
Sierakowski sublinha a cisão ideológica dentro do Partido Republicano americano, onde coexistem as vozes tradicionais, defensoras de uma política externa firme e de robusta despesa militar, e a corrente populista encabeçada por Trump, que aposta num discurso isolacionista e nativista. Apesar do clima de incerteza, o autor considera que, até agora, pouco mudou em termos concretos: a Europa, se quiser, tem os meios de que necessita para se proteger e travar a investida de Moscovo, tal como a Ucrânia o tem demonstrado com a sua “vontade férrea”.
Em suma, o texto é um alerta para a Europa abandonar o imobilismo e aproveitar a conjuntura criada pela administração Trump como incentivo para reforçar a sua soberania e coesão interna. A ameaça de um vácuo de liderança deixado pelos Estados Unidos, num momento em que se discute uma possível reaproximação de Washington a Moscovo, obriga a União Europeia a assumir o protagonismo no cenário internacional. Sierakowski sugere que este pode ser o “empurrão” necessário para que a Europa se fortaleça, definindo uma estratégia comum (mesmo que não seja unânime) e jogando as suas próprias cartas numa negociação global que, até ao momento, parecia completamente dominada pelos interesses norte-americanos.
A Europa só é tão fraca quanto pensa que é. Embora pareça que todo o mundo tenha mudado do dia para a noite, a verdade é que ainda nada aconteceu de facto. Se os europeus abrissem os olhos, veriam que têm ao seu dispor todos os recursos, talentos e instrumentos necessários para assumirem plenamente a responsabilidade pela sua defesa e segurança. Sławomir Sierakowski no Project Syndicate
E já que estamos no Project Syndicate, recomendo a leitura de outro artigo: Dia da independência da Europa. Mark Leonard escreve que “Friedrich Merz, o futuro chanceler da Alemanha, é um candidato improvável para liderar uma rutura decisiva com os Estados Unidos. Mas um antigo über-Atlanticist e conservador fiscal poderá ser o único político alemão capaz de enterrar de forma credível o debt brake – economicamente desastroso – e abrir caminho para uma Europa verdadeiramente independente”
☢️ 🇮🇷 Irão acelera produção de urânio próximo do nível militar, revela relatório da ONU
A notícia - Um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) revelou que o Irão aumentou significativamente a sua produção de urânio altamente enriquecido. Segundo o documento, até 8 de fevereiro, o país acumulou 274,8 quilogramas de urânio enriquecido a 60%, um aumento de 92,5 quilogramas desde novembro.
A AIEA expressa séria preocupação com esta situação, notando que aproximadamente 42 quilogramas de urânio enriquecido a 60% seriam teoricamente suficientes para produzir uma bomba atómica, se enriquecido até 90%.
A administração Trump avisa que o Irão deve ser impedido de adquirir armas nucleares, tendo reimplementado a política de "Pressão Máxima", embora mantenha a porta aberta para negociações.
O ayatollah Ali Khamenei demonstrou inicialmente abertura para negociações com os EUA, mas posteriormente recuou. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que o Irão não negociará sob pressão ou sanções.
Sob o acordo nuclear original de 2015, o Irão estava limitado a enriquecer urânio apenas até 3,67% de pureza e manter uma reserva máxima de 300 quilogramas, limites que foram largamente ultrapassados.
Fonte: apnews.com
🌍 ✈️ Portugal registou 75 mil emigrantes em 2023, mas recebeu 329 mil estrangeiros
A notícia - Entre 70 a 75 mil portugueses optaram por emigrar em 2023, segundo dados do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. A Suíça destacou-se como o principal destino, acolhendo cerca de 13.000 portugueses. Simultaneamente, Portugal recebeu 328.978 estrangeiros no mesmo ano, demonstrando um saldo migratório positivo.
A França mantém-se como o país europeu com maior comunidade portuguesa, contando com aproximadamente 600 mil portugueses em 2024, enquanto a Suíça se tornou o destino preferencial dos emigrantes portugueses.
O professor Peter Scholten, da Universidade Erasmus de Roterdão e ex-diretor da IMISCOE, defende que as políticas migratórias devem ser integradas nas políticas públicas setoriais convencionais, em vez de serem tratadas como uma política isolada.
O coordenador científico do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, afirma que a taxa de emigração portuguesa se situa num nível intermédio europeu, contrariando a perceção de que Portugal tem uma das taxas mais elevadas da Europa.
Fonte: sicnoticias.pt
🏗️ 🏛️ Lei dos Solos gera polémica no Parlamento com acusações de conflitos de interesse
A notícia - O Parlamento aprovou na especialidade propostas de alteração ao decreto-lei que estabelece mudanças na lei dos solos, gerando forte contestação. André Ventura, líder do Chega, anunciou que a força política votará contra na votação final global, alegando que a lei é permeável à corrupção e aos conflitos de interesse. A situação é particularmente sensível após a revelação de que alguns deputados, incluindo Filipe Melo do Chega, têm ligações a empresas imobiliárias.
Isabel Mendes Lopes, do Livre, defendeu que o decreto é fundamentalmente errado, apesar de reconhecer que algumas alterações trouxeram melhorias. A deputada criticou especialmente a possibilidade de reclassificação de terrenos rústicos em urbanos.
A tentativa de cessar a vigência do decreto-lei falhou no Parlamento, com PSD, Chega, CDS e IL a votarem contra, PS a abster-se, e BE, PCP, Livre e PAN a favor.
O caso ganhou maior complexidade com a revelação de que vários governantes possuem empresas imobiliárias que poderiam beneficiar da nova lei dos solos, levando a preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.
Fonte: publico.pt
Portugal
👴 O diretor executivo do IEFP defende a fusão do Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo com o Centro de Economia e Inovação Social. Domingos Lopes garantiu a manutenção das ações de formação e negou despedimentos, contrariando as declarações anteriores do ex-coordenador Nuno Marques no parlamento. • 24.sapo.pt
🔌 O Governo aprovou medidas para liberalizar a mobilidade elétrica, eliminando a necessidade de contratos prévios com fornecedores de energia. Os condutores poderão carregar os seus veículos em qualquer posto de abastecimento e pagar através de meios eletrónicos normais, tal como acontece nas bombas de combustível convencionais. • 24.sapo.pt
📈 A economia portuguesa deverá crescer 2,5% em 2025, segundo revelou o ministro das Finanças numa apresentação em Londres. O Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê um crescimento de 1,9% do PIB em 2024, com resultados que superaram as expectativas em crescimento, emprego e excedente orçamental. • sicnoticias.pt
🏛️ O Governo está em negociações com entidades privadas para expandir a oferta de cartões disponíveis no serviço gov.pt. A ministra da Presidência, Margarida Balseiro Lopes, revelou que os cartões das farmácias serão incluídos, destacando que a integração de cartões privados já começou em novembro com informações sobre seguros automóveis. • rr.sapo.pt
🏥 As despesas do SNS com prestadores de serviços aumentaram para 231 milhões de euros em 2024, representando um crescimento de 12,3% face ao ano anterior. A maior fatia foi para médicos (213,3 milhões), seguida de enfermeiros (10,38 milhões) e outros profissionais de saúde (7,27 milhões). • sicnoticias.pt
União Europeia
🇪🇺 Friedrich Merz vai reunir-se com Macron em Paris para discutir questões europeias. O encontro surge após o presidente francês ter informado líderes europeus sobre conversações com Trump relativas ao comércio EUA-UE e à NATO, num momento de preocupação crescente sobre o apoio americano à Ucrânia. • politico.eu
🇩🇪 Os sociais-democratas alemães elegeram Lars Klingbeil como líder parlamentar. O novo dirigente conduzirá as negociações com os conservadores da CDU, liderados por Friedrich Merz, para formar uma coligação governamental após o recente desastre eleitoral do SPD. • 24.sapo.pt
⛈️ A maioria das 224 vítimas da DANA em Valência eram idosos com mobilidade reduzida que morreram antes do alerta enviado pela Generalitat às 20h11. As mortes ocorreram quando as pessoas ficaram presas em garagens e pisos térreos, antes do aviso oficial sobre a magnitude da tragédia. • elpais.com
🌧️ Carlos Mazón enfrenta críticas sobre a sua gestão de emergência nas cheias de Valência. Após 117 dias, o presidente da Generalitat valenciana apresentou a lista de 16 chamadas telefónicas feitas durante o fenómeno DANA de 29 de outubro, confirmando que não estava presente no Centro de Coordenação Operativa Integrado às 20:11, quando foram enviados os alertas. Mazón é agora visto como um ativo tóxico pelo seu partido, o PP, e Alberto Núñez Feijóo distancia-se dele. • publico.es
Economia
🚗 Os lucros da Stellantis caíram 70% em 2024, ao registar 5.520 milhões de euros devido a falhas na oferta. O volume de negócios anual desceu 17% para 156.878 milhões de euros, enquanto no segundo semestre a empresa registou um prejuízo líquido de 127 milhões de euros. • 24.sapo.pt
⛔ A BP abandona planos de energia renovável e inverte drasticamente a estratégia ambiental de 2020. O diretor executivo Murray Auchincloss anunciou que aumentará os investimentos anuais em petróleo e gás para 10 mil milhões de euros até 2027, abandonando a meta anterior de reduzir em 40% a produção de combustíveis fósseis até 2030. • spiegel.de
Mundo
⚡ A energia renovável em África vai crescer significativamente até 2030, passando dos atuais 27% para mais de 40% da produção energética total. A energia hidroelétrica domina o setor renovável no continente, representando até 90% da produção em países como a Etiópia e a República Democrática do Congo. • energychamber.org
💰 EUA: Câmara dos Representantes aprova resolução orçamental republicana que prevê cortes fiscais de 4,5 biliões de dólares e uma redução de 2 biliões nas despesas federais ao longo de uma década. A aprovação, com 217 votos a favor e 215 contra, abre caminho para a agenda interna de Trump através do processo de reconciliação. • nytimes.com
💰 Elon Musk recebeu 38 mil milhões em apoios governamentais ao longo de duas décadas nos EUA, através de contratos, empréstimos, subsídios e créditos fiscais. Só em 2024, os governos federal e locais comprometeram-se com 6,3 mil milhões de dólares para as empresas de Musk, o valor mais alto até à data. • washingtonpost.com
⚖️ O líder da entidade sérvia da Bósnia foi condenado a um ano de prisão e seis anos de inabilitação política. Milorad Dodik, presidente da República Srpska, recebeu esta sentença em primeira instância por ter tomado decisões contra a autoridade do Alto Representante para a Bósnia e Herzegovina, Christian Schmidt. • descifrandolaguerra.es
🏠 O Governo de Cabo Verde vai assumir custos adicionais dos créditos à habitação com juros variáveis, devido ao aumento das taxas pelo Banco de Cabo Verde. A medida inclui também um aumento na bonificação dos juros para habitação jovem. • 24.sapo.pt
🏥 O Programa Alimentar Mundial suspende operações no Sudão. A decisão afeta o campo de Zamzam, no Darfur Norte, devido aos intensos combates. A guerra entre o exército e as Forças de Apoio Rápido já causou dezenas de milhares de mortes e mais de 12 milhões de deslocados desde abril de 2023. • 24.sapo.pt
RELEMBRANDO
Não lemos todas as newsletters todos os dias, naturalmente… Podem ter-lhe escapado estes assuntos:
[2.36] 🇩🇪 🇪🇺 Alemanha de Merz ajudará à reviravolta na Europa. De uma hora para a outra o mundo voltou a mudar. A eleição e as primeiras palavras do futuro chanceler, que se mostra já coordenado com Reino Unido e França, são sinal de esperança.
[2.34] ✋ 🇷🇺 UE aprova novas sanções à Rússia em momento de aproximação Washington-Moscovo. O palavreado está ao rubro, ou não estivéssemos no circo Trump. Factos: UE não consegue melhor que mais sanções, enquanto os EUA trazem a Rússia de volta ao palco internacional.
[2.33] 🇪🇺 💪 Não subestimem a União Europeia. Entre a Europa e os Estados Unidos, a fratura é profunda, a rotura é histórica, escreve o Le Monde em editorial. Se Vance não é flor que se cheire, a Europa não é poder que se minimize.
Chamem-lhe plano dr revitalização da indústria ou outra coisa qualquer, mas que vai ser imperioso subsidiá-la lá isso vai. E, se calhar, num prazo mais curto.
Não sei se reparou que nas conversas para a paz da Ucrânia retratadas no Full Fact, a Europa só é mencionada "en passant".
A Europa tem, de facto ,tudo para ser uma potência de igual para igual, só lhe falta... um líder. O próprio Sierakowski reconhece isso ao forçar como líderes o Macron e o Starmer. Ou seja, há falta de um, temos dois e ainda não apareceu o alemão. E esqueceu-se do Costa, e da Ursula, e da Roberta...
Mas vamos lá.
Contem com a lei dos solos para revitalizar a economia!