Nesta edição:
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Costa entre dois biliões e seis países que dizem não
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Meloni bate o recorde de longevidade em Itália: 1.413 dias
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Witkoff e Kushner devem ir a Kiev pela primeira vez
Rússia fecha o Instituto Goethe e acusa Alemanha de dupla moral
Løkke reconhece tática de Trump para conseguir centros de deportação
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Governo mantém Air France-KLM e Lufthansa em jogo para arrancar melhores propostas
Desconto sobe três cêntimos, preços sobem dez
Enfermeiros ficaram de fora do circuito que desbloqueia médicos
Douro: 12 milhões e 26 anos de vendas em queda
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Volkswagen sob pressão política depois do plano de corte de 50 mil postos
Merz visita refinaria com mais snipers do que cidadãos
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Costa entre dois biliões e seis países que dizem não
A Comissão quer 2 biliões de euros para 2028-2034, mais 60% do que o quadro actual; seis países que pagam 40% da factura exigem cortes de centenas de milhares de milhões.
Costa avisa que recusar novos impostos europeus não poupa ninguém: sem recursos próprios, as contribuições nacionais podem subir.
Calendário: Conselho Europeu em outubro, possível extraordinário em novembro, reunião decisiva a 17 de dezembro.
A Comissão Europeia quer 2 biliões de euros para o orçamento da União entre 2028 e 2034. Friedrich Merz chama-lhe “simplesmente impagável” e juntou mais cinco países à contestação. António Costa está a percorrer as capitais europeias — e reúne com Pedro Sánchez a 10 de setembro, em Madrid.
Os números. O quadro financeiro em vigor vale 1,2 biliões. A proposta de Bruxelas sobe para perto de 2 biliões. É um aumento de cerca de 60%. A Portugal caberiam 33,5 mil milhões.
A justificação da Comissão. Ursula von der Leyen defende que o próximo orçamento deve financiar a independência da Europa face a potências estrangeiras. Matérias-primas críticas chinesas. Tecnologia americana. Combustíveis fósseis importados. O dinheiro iria para indústrias estratégicas, energia e inteligência artificial.
Quem paga. Merz convocou os outros cinco para Berlim. Christian Stocker veio de Viena, Mette Frederiksen de Copenhaga, Petteri Orpo de Helsínquia; Países Baixos e Suécia entraram por videoconferência. “Nós seis financiamos cerca de 40% do orçamento europeu. Não somos mesquinhos, mas este tipo de repartições proposto pela Comissão simplesmente não se adequa aos nossos tempos”, disse Merz. Os mesmos seis países asseguram 70% da ajuda bilateral à Ucrânia.
O comunicado conjunto pede cortes “em várias centenas de milhares de milhões de euros”. Merz quer que sejam transversais, área a área. O grupo rejeita nova dívida comum e mais funcionários para as instituições europeias. Em junho, numa cimeira dos 27, Merz já tinha batido de frente com Emmanuel Macron, que defende o endividamento como via de financiamento.
A aritmética de Costa. Sem acordo sobre novos recursos próprios — impostos ao nível europeu — as contribuições nacionais podem subir. Foi o aviso que Costa deixou aos governos.
A pressão austríaca. Claudia Bauer, ministra europeia austríaca do ÖVP, diz ter dificuldade em justificar um aumento de 60% em Bruxelas quando em Viena cada euro é rigorosamente controlado. Coloca a segurança entre as novas prioridades, depois do atentado em Leipzig.
O relógio eleitoral. A AfD está a caminho de vencer as eleições na Saxónia-Anhalt. Seria a primeira vez desde 1945 que a extrema-direita governa um estado alemão. O Politico escreve que essa perspectiva acelera a urgência de fechar o orçamento. Costa quer o pacote fechado antes de arrancarem as campanhas eleitorais em vários países da UE.
Nem todos os que se sentam à mesa querem cortes. Andrej Babiš disse a Costa, em Praga, que o novo quadro não pode agravar a situação das economias e regiões industriais mais frágeis. A República Checa apoia despesa em defesa e tecnologia. Recusa cortes na agricultura e na coesão.
O calendário. Conselho Europeu em outubro, onde Costa vai tentar fechar os novos recursos próprios e a presidência irlandesa apresentará uma nova caixa de negociação com valores. Possível conselho extraordinário em novembro. Reunião decisiva a 17 de dezembro. Piotr Serafin, comissário do Orçamento, diz-se optimista quanto a um acordo durante a presidência irlandesa.
Costa fez as contas à última vez. “Há [quase] sete anos, passámos cinco dias e quatro noites [em negociações]. Presumo que, este ano, todos queiram concluir o Conselho mais cedo, para regressarem aos seus países e às suas famílias e celebrarem o Natal.” A cimeira de 2020 durou 90 horas e 20 minutos, a segunda mais longa da história da UE, sobre um pacote de 1,8 biliões. Esta ronda de capitais termina a 17 de setembro, com a Suécia de fora — tem eleições em outubro.
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Meloni bate o recorde de longevidade em Itália: 1.413 dias
O governo Meloni chegou hoje a 1.413 dias, recorde de longevidade da República Italiana.
O balanço oficial aponta emprego, finanças e segurança; a imprensa internacional e a oposição apontam a ausência de reformas estruturais.
Tajani e Salvini falaram por videoconferência e não foram a Bari, com a Liga a perder votos para Vannacci a menos de dois anos das eleições de 2027.
O governo de Giorgia Meloni chegou hoje aos 1.413 dias em funções e tornou-se o mais duradouro da história da República Italiana, à frente do governo Berlusconi II. Meloni tomou posse a 22 de outubro de 2022. É a primeira mulher a chefiar um governo em Itália e a que mais tempo se manteve no cargo.
A tarde em Bari. O Fratelli d’Italia organizou a comemoração numa tarde de vigilância reforçada, com afluência esperada de cerca de 10 mil pessoas. Antonio Tajani, vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, e Matteo Salvini, da Liga, intervieram por videoconferência. Nenhum dos dois foi a Bari. Grupos e associações contrários às políticas do governo marcaram um cortejo para as 17h30, com percurso ainda a negociar com as autoridades locais. À chegada ao aeroporto, a gasolina passava dos 2 euros por litro.
Os números que o governo apresenta. O executivo publicou um documento de balanço com o título “Mais estabilidade para uma Itália mais forte”: mais de um milhão de empregos criados, taxa de desemprego em 5,8%, desemprego jovem em mínimos históricos, criminalidade a descer 16% desde 2014, orçamento da saúde em quase 143 mil milhões de euros em 2026, 10 mil lugares novos nas prisões até 2027. Acrescenta a redução do spread e do défice.
Meloni escreveu nas redes sociais que a estabilidade não é um recorde para exibir, mas a condição para o país planear, decidir e cumprir compromissos. Atribuiu-a à coligação e não a si própria. Os três governos mais duradouros da República são todos de centro-direita — o argumento com que defendeu que a estabilidade se constrói quando uma aliança partilha valores, e não apenas para impedir outros de governar. Meloni disse ainda que “é possível fazer mais” em segurança e fiscalidade.
As críticas. O Financial Times reconhece a estabilidade, mas aponta que Meloni não usou o capital político para mudanças de fundo na economia, no welfare e na administração pública. O próprio balanço dos quatro anos, feito pela imprensa italiana, mostra onde: os eleitores rejeitaram em referendo a separação das carreiras judiciais, e a reforma da justiça enfrentou grandes obstáculos. A saúde pública mantém listas de espera e falta de verbas para as reformas de que precisa. Os salários continuam estagnados e o desemprego jovem é elevado.
Nos EUA, o New York Times lê o mandato como um sinal de que a ideologia foi posta de lado. Le Figaro celebra a estabilidade; Le Monde avisa para o crescimento da direita radical. A Süddeutsche Zeitung nota a longevidade invulgar e as primeiras fissuras. Em Espanha, El País é crítico e El Mundo valoriza o recorde.
A oposição. Elly Schlein, secretária do Partido Democrático, chamou-lhe quatro anos “desperdiçados” e acusou Meloni de se ter “fechado no palácio”. Giuseppe Conte, líder do Movimento 5 Estrelas, disse que não houve reformas significativas no período. O Avs fez um flash mob à frente da sede do executivo com a pergunta: “Giorgia, mas o que estás a festejar?”.
A coligação. A ausência física de Tajani e Salvini deu ao evento um formato mais partidário do que governamental. Tajani lida com críticas internas e conflitos regionais. Salvini perde apoio no Norte e enfrenta a ascensão de Roberto Vannacci, que lhe agrava a sangria de votos. A defesa da Ucrânia na política externa foi feita com a Liga contra. As remodelações ministeriais foram poucas em quatro anos.
Meloni disse que o governo volta a prestar contas aos italianos no próximo ano e que a decisão sobre a continuidade fica com os eleitores. As próximas eleições estão previstas para 2027, mas o governo pondera antecipá-las. A reforma eleitoral que quer aprovar aguarda votação no parlamento.
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Witkoff e Kushner devem ir a Kiev pela primeira vez
Witkoff e Kushner devem estar em Moscovo a 5 e em Kiev a 6 de setembro — a primeira ida à capital ucraniana, pedida há meses por Zelensky.
Putin fala em “possibilidade” de acordo; Peskov diz que não há condições concretas e que a exigência sobre os quatro oblasts e a NATO é “inabalável”.
Washington move-se em duas frentes: reunião Bessent-Siluanov no G20 a 31 de agosto, e uma proposta de cimeira a três recusada por Putin a 25 de agosto.
Os dois enviados de Donald Trump para a guerra na Ucrânia devem chegar a Moscovo no sábado e a Kiev no domingo. “Eles esperam chegar a Moscovo e, depois, a Kiev. Será nos dias 5 e 6 de setembro”, disse uma fonte à agência estatal russa TASS. Steve Witkoff e Jared Kushner nunca estiveram na capital ucraniana.
Witkoff já esteve pelo menos cinco vezes em Moscovo. A última ida dos dois ao Kremlin foi a 22 de janeiro. Kiev pede há meses que venham também à Ucrânia — em julho chegou a falar-se de uma deslocação em agosto, que não aconteceu.
Esta sexta-feira, a Rússia atacou o aeroporto de Kiev e destruiu pelo menos dois aviões na pista. Ao que tudo indica, sem vítimas.
O que Putin disse. Na quinta-feira, num fórum económico, o presidente russo, Vladimir Putin, falou em espaço para negociações. “Existe alguma possibilidade? Na minha opinião, sim, existe.” Agradeceu aos países que insistem numa solução política, incluindo os Estados Unidos e a China, e acrescentou um limite: “Em última análise, porém, o problema deve ser resolvido pelos países envolvidos no conflito – Rússia e Ucrânia.”
Chamou a Witkoff e Kushner “interlocutores sinceros”. Sobre Zelensky, repetiu a acusação que já lhe fez várias vezes: falta de legitimidade para negociar, por o mandato ter expirado em maio de 2024.
No mesmo discurso, classificou as recentes ameaças ucranianas contra aviação civil como “uma manifestação de terrorismo de Estado”. Na terça-feira tinha dito que “com terroristas não se negoceia”.
Putin mencionou ainda que os serviços de informação russos e ucranianos mantêm contactos apesar da guerra. Esse canal existe desde março de 2022 e serve sobretudo para trocas de prisioneiros e de corpos.
O que Peskov disse. O porta-voz do Kremlin foi mais comedido. Não haverá contactos directos com Kiev antes da visita dos enviados. Não existem, neste momento, condições concretas para um acordo de paz. E os ataques ucranianos em solo russo devem cessar antes da chegada dos norte-americanos — Dmitry Peskov disse esperar que Washington exija esse fim.
A posição que Putin formulou há dois anos — a Ucrânia cede a totalidade das quatro regiões reivindicadas por Moscovo e abandona a adesão à NATO — é “inabalável”, segundo Peskov. Kiev recusa ceder território. “O trabalho continua e os contactos também”, disse o porta-voz.
As duas semanas anteriores. A 25 de agosto, o director da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita relâmpago a Moscovo e propôs a Putin uma reunião a três, com Trump e Zelensky. Putin recusou.
Seis dias depois, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reuniu-se com o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, à margem da cimeira do G20 na Carolina do Norte — a primeira vez que Siluanov esteve fisicamente num G20 desde a invasão. Segundo a Fox News, um plano de paz de 28 pontos estaria em cima da mesa. Uma fonte ucraniana disse ao Kyiv Independent que Kiev não sabia da reunião.
As datas. Uma fonte disse à Reuters que a parte ucraniana da viagem ainda estava em discussão e que as equipas apontavam domingo como data possível. “Os russos não querem que eles visitem Kiev e estão a tentar fazê-los mudar o plano”, acrescentou.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou na quinta-feira à noite o que lhe foi transmitido: “Esperamos ver os enviados do Presidente dos EUA aqui em Kiev. Eles confirmaram que vão ter uma reunião em Moscovo e outra em Kiev.”
As últimas negociações entre russos e ucranianos mediadas por Washington foram em fevereiro. Antes disso, a cimeira de Anchorage, a 15 de agosto de 2025, entre Trump e Putin, tinha terminado sem acordo e sem cessar-fogo.
O Kremlin não confirmou nenhuma das duas datas. “Não farei nenhum anúncio agora, mas daremos informações quando esses contactos ocorrerem”, disse Peskov.
Rússia fecha o Instituto Goethe e acusa Alemanha de dupla moral
O Kremlin rejeitou esta sexta-feira as acusações alemãs sobre o drone no aeroporto de Leipzig — “totalmente vazias e sem argumentos convincentes”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov — e acusou Berlim de dupla moral: a Alemanha ficou em silêncio quando os responsáveis pela explosão do Nord Stream foram, segundo Moscovo, apanhados “praticamente em flagrante”.
A retaliação já tem forma. A Rússia vai encerrar todas as filiais do Instituto Goethe no país — Moscovo, São Petersburgo e Ekaterimburgo —, resposta ao fecho da Casa Rússia em Berlim. “Significa o fim da presença cultural deles na Rússia”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.
O consulado russo em Bona encerra a 18 de setembro.
Løkke reconhece tática de Trump para conseguir centros de deportação
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, quer usar fundos de ajuda como moeda de troca para convencer países terceiros a acolher centros de deportação — e reconhece que a tática é semelhante a uma associada a Donald Trump.
O projecto, com 800 páginas de documentação, foi promovido pelo ministro da Imigração e Integração, Morten Bødskov, que se reuniu em Copenhaga com os homólogos da Alemanha, Áustria, Países Baixos e Grécia. Os cinco acordaram um modelo comum para centros fora da União Europeia. O Uganda está entre os países em negociação.
O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, fala em discussões técnicas; a Alemanha quer finalizar os centros até ao final do ano. O primeiro acordo deverá surgir por volta do Ano Novo; a Dinamarca prevê os primeiros envios para 2027.
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Governo mantém Air France-KLM e Lufthansa em jogo para arrancar melhores propostas
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, admitiu esta sexta-feira que “o normal” seria já negociar com um só candidato à compra de 44,9% da TAP. O Governo vai fazer o contrário: negociar com os dois, a Air France-KLM e a Lufthansa.
A justificação é a proximidade das ofertas vinculativas, com uma “avaliação global de tal forma próxima” que justifica um esforço de negociação final com ambas, com o objectivo de obter “propostas melhoradas” antes de escolher quem chega à negociação finalíssima.
O prazo, disse o ministro, é de “algumas semanas” — noutra declaração no mesmo dia, falou em “duas semanas”.
No mesmo dia, sobre o prejuízo de 99,2 milhões de euros da TAP no primeiro semestre, atribuído ao preço dos combustíveis, o ministro preferiu destacar “as vendas historicamente elevadas”.
Desconto sobe três cêntimos, preços sobem dez
O gasóleo deve aumentar cerca de 10,5 cêntimos por litro na próxima semana, para os 2,12 euros. A gasolina 95 deverá subir 8,5 cêntimos, para perto de 2,10 euros. Já com o reforço do desconto no ISP anunciado pelo governo.
Sem esse reforço de três cêntimos, o gasóleo subiria 15 cêntimos e a gasolina entre 10 e 12, segundo as estimativas do Automóvel Club de Portugal (ACP) e da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec). O desconto amortece a subida, mas não a evita.
O choque não se decide em Lisboa. Vem da guerra no Irão, da tensão geopolítica no Médio Oriente e do fecho do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural.
Desde o início da guerra, o Executivo já tomou medidas de mais de 300 milhões de euros para mitigar o impacto. O desconto total no ISP chega agora aos 23 cêntimos por litro.
Enfermeiros ficaram de fora do circuito que desbloqueia médicos
O diretor executivo do SNS admitiu esta semana que, na contratação, os enfermeiros não têm o mecanismo que existe para os médicos. “No caso dos médicos têm havido autorizações”, disse Álvaro Almeida, mas “no caso dos enfermeiros, não há enquadramento legal previsto para autorizações casuísticas”. A entidade que dirige, acrescentou, “não tem competência para intervir no processo das autorizações pontuais”.
Havia três mil enfermeiros disponíveis no mercado e hospitais a reportar carências, de um lado; do outro, uma assinatura. O Quadro Global de Referência do SNS é a base dos planos das unidades locais de saúde — que, segundo Almeida, deveriam estar aprovados desde o início do ano.
Foi assinado na quinta-feira por Ana Paula Martins e Joaquim Miranda Sarmento, três dias depois de a Ordem dos Enfermeiros ter soado o alarme. Segue para o Diário da República com caráter de urgência.
Douro: 12 milhões e 26 anos de vendas em queda
O governo aprovou um apoio de 12 milhões de euros para os viticultores do Douro que não consigam escoar a produção desta campanha, anunciou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. Rondará os 50 cêntimos por quilo de uva não vendida, pago pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.
Dois dias antes, houve uvas despejadas na rua em frente à sede do instituto, no Peso da Régua. A crise é anterior ao protesto: segundo Adrian Bridge, CEO da The Fladgate Partnership, a área de vinha do Douro cresceu cerca de 25% desde 2000, enquanto as vendas de vinho do Porto caíram cerca de 34% no mesmo período. A Associação das Empresas de Vinho do Porto estima que o excedente desta vindima ronde os 20%.
Leitão Amaro chamou-lhe “solução pontual para este ano”. A solução estrutural, disse, já está decidida: um fundo permanente para gerir estas flutuações no futuro.
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Volkswagen sob pressão política depois do plano de corte de 50 mil postos
O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou um plano que prevê eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho, metade na Alemanha.
Hannover, Emden, Neckarsulm e Zwickau, todas com produção eléctrica, ficam sob ameaça de encerramento.
O governo federal valorizou o acordo entre parceiros sociais; autarcas e líderes regionais pediram garantias para cada fábrica.
O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou um plano de poupança que prevê eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho a nível mundial e coloca quatro fábricas alemãs em risco de encerramento. A decisão gerou reacções de uma câmara municipal, de dois governos regionais e do ministério federal do Trabalho.
O plano. Metade dos cortes previstos recai sobre a Alemanha. Quatro unidades ficam sob ameaça: Hannover, Emden, Neckarsulm e Zwickau — todas fábricas que apostaram na mobilidade eléctrica.
A crítica de Hannover. Belit Onay, presidente da Câmara de Hannover, criticou a forma como a Volkswagen tem comunicado as notícias negativas. Disse que há potenciais na empresa que continuam, sem explicação, por explorar. Exigiu perspectivas claras para o futuro da empresa e da região.
O apelo da ministra do Trabalho. Bärbel Bas, ministra federal do Trabalho, apelou à Volkswagen para garantir a continuidade das quatro fábricas. Falou em investimentos futuros e numa estratégia de produto inteligente para preservar centros de produção modernos. Pediu que a empresa evite despedimentos por motivos económicos.
Baden-Württemberg e Baixa Saxónia. Cem Özdemir, primeiro-ministro de Baden-Württemberg, pediu propostas concretas para garantir o futuro da fábrica de Neckarsulm. Olaf Lies, líder da Baixa Saxónia, alertou para o risco de 25 mil empregos na Alemanha e defendeu a procura urgente de soluções para manter as unidades a funcionar.
A resposta de Berlim. O governo federal reagiu com cautela. Valorizou o acordo alcançado entre os parceiros sociais e considerou-o um sinal positivo para a manutenção do sector automóvel no país.
As quatro fábricas continuam, para já, classificadas como em risco de encerramento.
Merz visita refinaria com mais snipers do que cidadãos
A poucos dias das eleições regionais na Saxónia-Anhalt, Friedrich Merz passou pela refinaria de Leuna e evitou falar directamente com os eleitores, limitando-se a declarações à imprensa. O evento estava fortemente protegido — mais snipers do que cidadãos presentes. O chanceler avisou que um governo liderado pela AfD causaria “danos significativos” ao país.
Ao seu lado esteve Sven Schulze, primeiro-ministro regional pela CDU, com quem mantém divergências sobre a reforma da segurança social.
Enquanto isso, o candidato da AfD, Ulrich Siegmund, prepara um comício de massas em Magdeburgo. A AfD lidera as sondagens e pode tornar-se a força dominante no parlamento regional, o que complicaria a formação de governo.
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Radar político
‣‣‣‣‣‣‣ O caso Luís Neves domina a semana política portuguesa a quatro dias do debate da moção de censura do Chega, marcado para 8 de setembro. O ministro da Administração Interna admitiu erros na declaração de rendimentos e a Iniciativa Liberal pediu a sua demissão, acusando o primeiro-ministro de amarrar o próprio futuro ao do ministro. A esquerda pediu responsabilidades a Luís Montenegro pela manutenção da confiança em Neves, sobre quem decorrem investigações relativas ao período à frente da Polícia Judiciária. Enquanto o Governo saiu publicamente em defesa do ministro, as críticas dentro do PSD mantiveram-se em surdina. Os deputados regressam mais cedo do intervalo parlamentar para o debate; o PS já confirmou o voto contra, o que garante a rejeição da moção.
‣‣‣‣‣‣ Em Espanha, Alberto Núñez Feijóo acusou Pedro Sánchez de ignorar deliberadamente os avisos sobre a crise migratória em Ceuta e questionou-o no Congresso sobre a continuidade da legislatura. O PP reclama a divulgação do relatório sobre a crise e o papel de Marrocos.
‣‣‣‣‣ Em Itália, começaram a ser entregues cartas de despedimento a 2.500 trabalhadores das empresas fornecedoras da Ex Ilva. Sindicatos e representantes industriais dirigiram críticas ao Governo pela gestão do dossiê.
‣‣‣‣ No Reino Unido, dois dirigentes do Reform UK demitiram-se na véspera da conferência anual do partido, na sequência de notícias sobre donativos irregulares vindos do estrangeiro. Em Espanha, a saída foi noticiada como um caso de financiamento irregular. Na mesma conferência, em Birmingham, Jordan Bardella e Nigel Farage assinaram um pacto sobre a travagem das travessias de pequenas embarcações no Canal da Mancha, num encontro apresentado como parte de uma articulação internacional entre os dois partidos.
‣‣‣ Na Polónia, o Ministério Público convocou o presidente Karol Nawrocki como testemunha a propósito da recusa em empossar quatro juízes escolhidos pelo Sejm.
‣‣ Na Irlanda, a presidente Catherine Connolly prepara-se para receber Donald Trump, no primeiro encontro diplomático de relevo desde que tomou posse. Melania Trump não acompanha a visita. O taoiseach afirmou não ter quaisquer preocupações quanto ao encontro.
‣ Na Áustria, a ministra da Integração, Claudia Bauer, anunciou workshops de formação para professores que lidam com a integração de alunos de origem imigrante.
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